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Foto do escritorFabiane Puntel Basso

Memória e Aprendizagem: o que fazer para a criança não esquecer o que aprende?

Atualizado: 4 de out. de 2019



Como vimos no post anterior, existem múltiplas e complementares memórias. Por exemplo, na memória de curto prazo a informação é mantida momentaneamente, somente enquanto a utilizamos, ela é a porta de entrada para a memória de longo prazo. Se for considerada importante, a informação ficará guardada na memória de longo prazo. O nosso cérebro “peneira” os estímulos significativos e pertinentes que devem ser armazenados. Se não fizesse isso ele ficaria tão sobrecarregado que não seríamos capazes de tomar decisões fundamentais para a nossa sobrevivência. ⠀⠀⠀⠀⠀


Os conhecimentos são recebidos por meio de habilidades sensoriais e motoras, e, em seguida, processadas no sistema nervoso. Cada nova informação provoca uma sinapse, que são ligações neurais (igual aquele vídeo que eu postei no meu instagram esses tempos), e acessa as memórias já existentes em busca de associações. De forma bem simplificada, esse novos processos de sinapses levam a consolidação do conhecimento.

A partir dessa explicação vemos a importância da memória para a aprendizagem e surgem novas questões práticas...

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Qual o segredo para fazer com que a memória de curto prazo torne-se uma memória de longo prazo?

O que determina quais memórias serão permanentes? Quais fatores influenciam o cérebro a guardar ou rejeitar algumas informações?

O fazer para a criança não esquecer o que aprende? Quais estratégias utilizar?

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O que as pesquisas dizem é que a atenção ao recebermos uma informação, a significação, a motivação (já falamos disso por aqui) e o valor sentimental que atribuímos a ela são essenciais para determinar o que guardaremos de forma mais reforçada! Além, é claro, da prática (repetição)...

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Uma forma de conseguir essa atenção, que é fundamental para o armazenamento do conhecimento de forma mais duradoura, é a diversificação de estratégias. Precisamos compreender que a habituação é uma tendência do cérebro, ele se acostuma com o tipo de estímulo ou estratégia e começa a ignorá-lo. Podemos observar isso quando propomos algo novo, diferente do habitual, a criança logo foca a atenção mais intensamente na atividade. Por outro lado, quando uma aula é sempre igual, com o uso da mesma sequência de estratégias, podemos notar que a atenção tende a ser menor e consequentemente a retenção daquele conteúdo também.

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Uma dica para a aprendizagem na escola é propor atividades diversificadas, variando entre momentos de atividades individuais, em duplas, em grupos (níveis homogêneos e heterogêneos), aulas expositivas, dinâmicas e ambientes diferentes. Assim, manter a atenção na atividade auxilia a criança a guardar na memória o que foi aprendido!


Mais dicas nos próximos posts! Acompanhem!!

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